Letícia, da Uniube - abr 24, 2019

5 fatores que você deve considerar antes de sair de casa

O desejo de sair de casa e conquistar a independência é comum na juventude. Mais cedo ou mais tarde,o momento de deixar a casa dos pais chega, seja para estudar fora, seja pela busca da autonomia.

Morar sozinho possibilita criar as próprias regras e guiar sua vida como desejar. Porém, também quer dizer que é necessário ter mais responsabilidade para assumir as consequências dos seus atos.

Está avaliando se este é o melhor momento para ter o seu próprio cantinho?

Se a resposta for positiva, este artigo é para você. Listamos tudo o que é preciso saber antes de tomar sua decisão e não se arrepender depois.

Avalie todos os pontos abaixo para ter mais tranquilidade na sua escolha. Assim, será mais fácil se planejar e alcançar a tão sonhada independência!

Vantagens de sair de casa

O número de pessoas que moram sozinhas aumentou de 10,4% para 14,6% da população do país, de acordo com a última Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE. Esse é um retrato de que boa parte dos brasileiros está em busca de mais autonomia.

Encontrar um novo lar para viver permitirá estar no comando das decisões sobre tudo o que acontece por lá. A casa terá as suas regras e estará decorada de acordo com o seu gosto.

Se, por um lado, não existem impedimentos para fazer o que bem entender, por outro, é preciso ter responsabilidade para lidar com as consequências dos seus atos. Por isso, esta costuma ser uma fase de amadurecimento pessoal intenso.

Sair de casa exige grande inteligência emocional para lidar com os desafios que possam aparecer e não fugir dos compromissos da vida adulta, como pagar as contas em dia, lavar as roupas e arrumar a cozinha.

O que considerar antes de morar sozinho?

Morar sozinho é um grande passo na sua vida. Portanto, deve ser uma decisão bem pensada. Estar ciente dos possíveis riscos e desafios que serão encontrados pelo caminho é útil para se planejar melhor e evitar contratempos.

A seguir, mostraremos 5 fatores que você deve considerar antes de morar sozinho.

1. Maturidade

O primeiro passo é se perguntar se você realmente está pronto para seguir esse caminho. Sair de casa exige um grau de maturidade para cumprir com as suas obrigações.

A partir de então, o jovem se torna responsável por pagar as suas contas em dia, manter a casa limpa, fazer as compras do supermercado, entre outras tarefas. Caso ele esteja na Universidade, tudo isso ainda virá acompanhado por trabalhos e provas.

Ser dono da sua própria casa requer maturidade para se organizar e cumprir todos os afazeres. Procrastinar não é uma opção, porque rapidamente a pessoa se sentirá incomodada com a bagunça por todos os lados.

2. Estabilidade financeira

Certamente, quem está saindo do conforto do seu lar abre mão de alguns luxos e privilégios.

Caso não tenha a ajuda financeira dos pais, ter uma fonte de renda estável é essencial para conseguir se sustentar sem contrair dívidas ou entrar no cheque especial.

Por isso, planeje-se para criar uma reserva financeira. Isso o ajudará a evitar ser pego de surpresa por alguns episódios, como um aumento no condomínio ou o conserto de um eletrodoméstico estragado.

Consultores financeiros recomendam que a pessoa não comprometa mais de 30% do seu salário com o valor do aluguel. Essa é uma margem de segurança para conseguir arcar com os outros custos, como IPTU, condomínio, água e luz.

3. Moradia compartilhada

Morar sozinho não quer dizer, necessariamente, viver isolado. As pessoas podem conquistar a independência em uma república estudantil ou recebendo mais um inquilino na sua casa. Compartilhar o lar ajuda a economizar e a manter as contas em dia.

Dividir apartamento também tem outros benefícios, como:

  • possibilidade de morar em um lugar melhor: como as despesas serão compartilhadas, vocês terão mais condições de escolher um imóvel maior, mais confortável ou com melhor localização;
  • dividir as tarefas domésticas: elaborar uma escala de afazeres para cada morador vai fazer com que a rotina de arrumar a casa seja mais leve;
  • ter companhia por perto: quem compartilha o lar tem a possibilidade de estreitar laços e ter alguém sempre disponível para dar conselhos, dicas e apoio emocional em momentos difíceis;
  • conhecer outras pessoas: os amigos do seu companheiro de casa podem eventualmente se tornarem seus amigos também algo ainda mais importante se você é novo em uma cidade.

 

Sair de casa - dividir apartamento

4. Organização

Como é de se imaginar, louças e cômodos ainda não são autolimpantes. Portanto, será preciso manter a faxina em dia, caso deseje ter um ambiente que proporcione bem-estar.

Saber o mínimo sobre organização e cuidados com a casa é essencial para quem vai morar sozinho. Aprenda a limpar, cozinhar, passar roupas e fazer compras no supermercado, antes de assumir essas responsabilidades de vez.

Acredite: mesmo quem não se incomoda com a bagunça do seu quarto hoje, passará a considerar a desorganização da sua casa insustentável em um dado momento. Até os mais desordeiros se rendem à limpeza quando o limite é ultrapassado.

Além de organizar as suas coisas, lembre-se de que será preciso também planejar a sua própria rotina. Separe um dia da semana para cada atividade do lar e não deixe os estudos do curso superior de lado.

5. Apoio familiar

Sair de casa sem o consenso dos seus pais pode causar dor para todos os envolvidos. Antes de mais nada, converse com eles abertamente e exponha os motivos que levaram você a tomar essa decisão.

O apoio familiar é essencial para superar os desafios que possam surgir. Nada melhor do que poder contar com as dicas dos seus pais para resolver os pequenos problemas do dia a dia ou desabafar nas noites de solidão.

O diálogo é fundamental para manter este canal de relacionamento aberto e para que eles não sofram com sua mudança.

Sair de casa: uma decisão importante

Sair de casa é, sem dúvida, uma resolução importante. A independência acarreta vários desafios, mas também é um momento de grande crescimento pessoal.

Afinal, nada é mais recompensador do que perceber as coisas que você conquistou com seus próprios esforços, não é mesmo?

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Escrito por Letícia, da Uniube